Aug 24 2008

Algodão colorido no oeste da Bahia

Publicado por Ignez Pitta em Agricultura

Algodão Colorido

A Bahia é o segundo maior produtor brasileiro do algodão tradicional, sendo que nessa produção se destaca a região oeste, com sua cultura de alta tecnologia, feita no cerrado e direcionada ao agronegócio.

Entretanto, há tempos atrás, o algodão já foi cultivado em todo o oeste baiano pelo pequeno agricultor de economia familiar, e agora a EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola) inicia um trabalho nesse sentido, mas visando à produção do algodão colorido, que poupa o planeta dos efluentes usados no tingimento e é 30% mais valorizado. Muito procurado por países desenvolvidos, como o Japão, por ser ecológico e antialérgico, já que não usa tingimento, o ideal é que o algodão colorido seja produzido de forma orgânica, isto é, sem o uso de fertilizantes químicos ou agrotóxicos, o que é impossível na cultura em larga escala.

Sendo nativo do nordeste, o algodão colorido está adaptado às suas condições climáticas e de solo, e, cultivado familiarmente, a defesa contra a praga do bicudo (inseto que ataca o algodão) pode ser feita manualmente. No outros requisitos do manejo seguirá os protocolos específicos para o algodão como o de erradicar as plantações logo após a colheita, enterrando-as, para interromper o ciclo do desenvolvimento do bicudo. Leia o artigo completo

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Aug 09 2008

Olimpíadas do Padre Vieira

Publicado por Ignez Pitta em Educação

Em 1948 o Professor José Seabra de Lemos fundou em Barreiras o Ginásio Padre Vieira, primeiro a oferecer o antigo curso ginasial (atualmente 5ª a 8ª séries) e o curso de magistério e técnico de Contabilidade (2º grau) a toda a região Oeste da Bahia, e ainda ao leste de Goiás e sul do Piauí.

Com muita vontade de transmitir conhecimentos, na década de 1960 os professores criaram as Olimpíadas do Padre Vieira, disputada entre os próprios alunos que mais se destacassem nos treinamentos de esportes olímpicos, nas aulas de Educação Física.

Volei Feminino - Alunas do Colégio Pe. Vieira

Por sorte o Genivaldo, dono do Bar Trapiche, que é todo decorado com fotos da história de Barreiras, talvez por milagre conseguiu duas fotos dessa “Olimpíadas”, sendo disputadas no pátio do Colégio. Os que foram alunos naquela época se lembram dessas Olimpíadas, que eram feitas na base do muito empenho e dedicação.

Também o Colégio Padre Vieira teve, por muitos anos, um festival da Canção. Será que não está na hora, Barreirenses, de ressuscitarmos a nossa cultura?

Alunos e Professores do Colégio Pe. Vieira - Década de 50

Parabéns ao idealimo e trabalho dos Professores de 1960, que treinaram os alunos para as “Olimpíadas” e ao Eliauci, grande barreirense, que organizava o Festival da Canção.

Este ano, nos colégios estaduais, foram organizados Festivais da Canção Estudantil. Parabéns às Diretoras e Professoras e ao Adalto, Diretor da Direc, que deu tanta força para que houvesse esta realização.


Prof. José Seabra de Lemos - Fundador e Primeiro Diretor do Colégio Padre Vieira

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Jul 22 2008

Barreiras e a datilografia

Publicado por Ignez Pitta em Educação

Desde o início do século XX que foi criada escola de datilografia Remington em Barreiras. Na foto, em que está o Padre Vieira, e é, portanto, da década de 1920, vemos a foto de formatura de uma turma. Além disso, havia diplomas, impressos com toda pompa e curcunstância.

A importância da formação em datilografia era preparar os jovens para o mercado de trabalho daquele tempo, inclusive para concursos. Também incentivava o próprio ato de escrever e assim vemos muitos autores nos jornais semanais daquele tempo e a coirrespondência das empresas já toda datilografada.

Meu pai, Edgard Pitta, que chegou em Barreiras em 1927, logo procurou fazer o curso e tornar-se datilógrafo, o que muito o auxiliou durante a vida inteira, como empresário.

O diferencial de Barreiras está em que, na mesma época, as cidades do interior não possuíam o curso em foco, o que fazia os jovens barreirenses terem essa vantagem e, ao mesmo tempo, atraía muitos estudantes para aqui, inclusive de outros Estados, como o Goiás, Piauí.

Nossas homenagens aos pioneiros da datilografia em Barreiras. Não sei que foram eles, se você souber, informe-nos.

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Jul 21 2008

25 de Agosto – Dia do Soldado

O ser humano tem, dentro de si, a ânsia pela perfeição total e, assim, vê como mitos de retidão, capacidade administrativa e de tomar sempre a atitude mais correta, os membros de todas aquelas instituições que, para ele, são símbolos de fé e confiança, para a Pátria, verdadeiros alicerces da sociedade e para o indivíduo.

Mas não: sempre existirá a imperfeição humana individual, a capacidade de errar, as vezes até querendo acertar, ou o despreparo para desenvolver uma determinada missão, para a qual não se foi treinado. Explico-me: quando organizei o Museu Histórico de Barreiras, em 1997, o então Secretário de Finanças – não o de Educação e Cultura, claro – o Dr. Abbenhuser, era um entusiasta da obra e, através de sua Secretaria, adquiriu e doou ao Museu peças de valor inestimável, como uma grande âncora de navio a vapor, que um jovem resgatou do fundo do rio. Também comprou obras de um artista plástico que pintava pedras com tinta dourada, criando reflexos para que parecessem pepitas de ouro. E não deu outra: a marginália barreirense se ouriçou, chegava lá perguntando pelas pepitas de dois quilos… E a gente, trabalhando ali, tremia de medo, sem nenhuma proteção. Isso foi logo quando as primeiras mulheres foram admitidas como soldados da Polícia Militar. Mas veja a coincidência, aliás, sincronicidade, pois Jung afirma que não há coincidência: Vinham duas jovens soldadinhas, graciosas em seus uniformes militares, descendo a rua Barão de Cotegipe, quando avistaram quatro tipos suspeitíssimos entrando no Museu e entraram junto, caladas, postaram-se aos lados dos ditos cujos, exalando autoridade. Não eram mais as quase meninas, que eu havia achado bonitinhas, mas militares treinadas para proteger a sociedade.

– Quero ver as jóias, disse o que parecia ser o chefe. E eu, tremendo como vara verde: - Senhor, aqui não existem jóias. E o homem deu um passo para cima de mim, as militares deram dois em direção a eles, continuando caladas. Claro, ali era um lugar público, onde, em tese qualquer cidadão poderia entrar. E os nossos “cidadãos” resolveram que iam vencer pelo cansaço e foram espicular onde estavam as pepitas (já estavam guardadas, claro, que ninguém é doido de manter, sem proteção, algo que pareça ouro).Explicamos, respondemos às perguntas mais estapafúrdias sobre o acervo, o tempo vai passando, os homens esbanjando todas as formas de pressão e as nossas soldadinhas esbanjando autoridade, contenção, domínio de si e da inusitada situação. No fim, elas ganharam a queda de braço, os homens saíram, elas permaneceram à porta do Museu, até vê-los bem longe. Agradeci pela defesa prestrada, pedi-lhes que assinassem o livro de visitantes e lhes garanti que telefonaria para o 10º BPM, a fim de comunicar a sua excelente atuação. Pequei o telefone.

E aí veio o drama: - Senhora quer dar queixa delas? Pergunta quem atendeu, diante da história resumida do acontecimento.. – Não, quero fazer um elogio. - Não, senhora, elogio não pode, só pode denúncia. – Mas eu quero agradecer. – Não pode, aqui só pode denunciar. – Então eu quero falar com quem de direito. - Quem de direito sou eu. – Não é não, quero falar com seu superior. Aqui só pode falar comigo… e por aí foi o soldadinho, que devia ser também um quase menino, mas não estava nada gracioso na sua prepotência e incapacidade de adaptar-se a uma situação diferente. Venceu-me pelo cansaço. Quem dos três representa a PM baiana?

Algum tempo depois de o 4º BEC instalar-se em Barreiras, na década de 1970, um ex-soldado procurou meu pai, Edgard Pitta, deseperado, porque tinha sido expulso e não conseguia arranjar emprego. Foi sincero: -Eu trabalhava na parte de armazenagem de explosivos e um tenente (devia ser jovem, para ser tão desmiolado), ordenou-me pegar escondido e dar a ele um boa quantidade de pólvora, para fazer bombas e matar peixes no Rio Branco. Fui descoberto, expulso, estou com os documentos sujos, me dê um emprego, pelo amor de Deus, pois minha família está passando fome. Meu pai contratou-o como motorista e comunicou o caso a minha mãe e a mim, explicando que o jovem, diante de um erro dessa proporção, é normal que seja expulso do Exército, mas está arrependido e deve ser amparado pela sociedade. Nossa família conviveu com ele por muito tempo e aprendeu que a tolerância com os erros humanos pode ser a semente para o resgate desses erros. .

Estou escrevendo isso tudo em função do Dia do Soldado, diante do erro cometido por alguns militares do Exército no Rio de Janeiro, que estavam deslocados de sua função de defensores da Pátria, para defensores de uma obra eleitoreira. Eles erraram? Sim, tanto quanto o que abusou do poder, não me permitindo falar com seu superior, quando eu quis agradecer pela defesa prestada pelas militares da PM. Como o que desviou a pólvora, para o crime ambiental de matar peixes com explosivos, embora agindo no cumprimento de ordem de um superior. E o estranhamento da sociedade é justamente por não decifrar o mito da perfeição total que a embala. Erros individuais sempre vão existir, o Exército, a PM, enfim, o Brasil são grandes e infinitamente maiores que as simples pessoas que que os integram e teremos que aprender a diferenciar a parte do todo e o todo é esse Exército aguerrido contra os inimigos da Pátria e construtor do progresso de seu povo. Viva o Dia do Soldado! E vivam as duas militares da PM que podem ter salvado minha vida, e todos os militares que cumprem seu dever!

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Jun 30 2008

Oeste baiano busca a liderança em algodão

Publicado por Ignez Pitta em Economia

Mônica Scaramuzzo, De São Paulo
23/06/2008

Dez anos após consolidar sua retomada no Estado do Mato Grosso, a cultura do algodão começa a se “movimentar” para o outro lado do cerrado, mais precisamente para o oeste baiano. Depois de viver seu auge nos anos de 1970 e 1980 na região Sudeste do país, o plantio de algodão definhou, massacrado pela concorrência dos fios sintéticos importados.

Com clima propício para a expansão da cultura, o oeste baiano tornou-se rapidamente o segundo maior produtor do país, atrás do Mato Grosso, Estado onde o algodão refloresceu e tornou-se referência de qualidade no mercado internacional.

“Temos um forte pólo consumidor aqui no Nordeste e infra-estrutura logística para escoamento para os portos e a região Sudeste”, diz João Carlos Jacobsen Rodrigues, presidente da Aiba (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia). Leia o artigo completo

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Jun 23 2008

Boom concentra riqueza e leva empresários à política

Publicado por Ignez Pitta em Economia

Investimentos contrastam com pobreza e infra-estrutura e acirram disputa por poder

Maior cidade da região, com 130 mil habitantes, Barreiras perde terreno para a vizinha LEM, onde condomínios têm campo de golfe e pista de kart

FERNANDO CANZIAN
ENVIADO ESPECIAL AO OESTE DA BAHIA

O prefeito tucano de Barreiras, Saulo Pedrosa, 67, malha três vezes por semana na hora do almoço. Se sai para a academia dez minutos após o previsto, acaba preso em um dos vários congestionamentos que entopem a cidade, de apenas 130 mil habitantes.

Normal, já que mais de 2.500 carretas pesadas, muitas com até nove eixos, atravessam o centro de Barreiras diariamente, levantando nuvens de poeira e arrebentando o pavimento. Por isso, Pedrosa se apressa.

Entre os habitantes de Barreiras, alguns querem mais é botar o prefeito para correr. “Se ele vem aqui, o povo mata ele. Saulo é muito melhor cirurgião do que prefeito”, diz Helena Jaguarari, 44, que vende temperos no mercado em frente à prefeitura, do outro lado da BR-242, que corta Barreiras. Leia o artigo completo

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Jun 23 2008

Produtores querem industrialização na região

Publicado por Ignez Pitta em Economia

Os produtores do oeste baiano julgam que a primeira fase, a de produção de grãos, está bem encaminhada na região. Agora, querem partir para a segunda: a da industrialização.

“Não queremos mais mandar nossos produtos para fora”, diz Humberto Santa Cruz, presidente da Aiba (associação de produtores da região).

A industrialização abre o leque de opções de venda e os produtores não ficam apenas nas mãos das tradings. “A concorrência aumenta e melhora a remuneração”, diz Santa Cruz.

Para efetivar essa industrialização, foi criado o Centro Industrial do Cerrado, com 500 hectares, em Luís Eduardo Magalhães (LEM). Entre as empresas que estarão nesse centro está a pernambucana Mauricéa, que constrói um frigorífico de aves e uma indústria de ração; na industrialização de milho para consumo humano estarão a Coringa e a São Braz. Leia o artigo completo

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Jun 23 2008

Agronegócio atrai R$ 1,5 bi ao oeste da BA

Publicado por Ignez Pitta em Economia

Empresas estrangeiras já têm 20% da área plantada e disputam mercado com grandes grupos produtores nacionais

Investidores nacionais e estrangeiros já ocupam 1,7 mi de hectares com o plantio de grãos na região; outros 5 mi são disputados

Plantações irrigadas no oeste da Bahia; cada círculo tem circunferência de 3,6 km e é atendido por sistemas que custam R$ 400 mil cada um para suprir uma área equivalente a cerca de 100 hectares de terra

Demanda mundial aquecida, disponibilidade de terra e boas condições de produção colocaram, em definitivo, o oeste baiano na mira de investidores nacionais e estrangeiros.

Na semana passada, a SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos do Brasil, fincou ainda mais os pés na região e vai plantar 75 mil hectares.

Ao mesmo tempo, circulava pela região um grupo de irlandeses em busca de bons negócios. Eles foram precedidos, dias antes, por 50 representantes de bancos estrangeiros. A presença de estrangeiros, responsáveis por 20% da área plantada na região, é constante.

A região, que há duas décadas tinha apenas 180 mil hectares de terra destinados à produção de grãos, soma agora 1,7 milhão de hectares. E deve crescer ainda mais. As previsões indicam área ainda disponível de 5 milhões de hectares para grãos.

O avanço da agricultura atrai empresas, que estão fazendo investimentos de R$ 1,5 bilhão. Esses investimentos vão desde o processamento de matéria-prima à produção de energia proveniente de biomassa. O agronegócio dá impulso à economia e já é responsável pelo movimento de R$ 5 bilhões por ano -o dobro de há três anos. Leia o artigo completo

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May 29 2008

História do Bairro de Barreirinhas

Desde o início do século XX começou o surgimento de Barreirinhas, à margem esquerda do rio Grande, em frente a Barreiras.

As terras onde se situou, na parte oeste, pertenciam, de início, ao primeiro médico de Barreiras, Dr. Augusto César Torres Barrense, depois herdadas por seu sobrinho, Ahylon Macedo, que as loteou, a partir da década de 1960, além de fazer inúmeras doações.Do lado leste, pertenciam ao Major Cândido Azevedo e foram herdadas por seu filho, José Braz Azevedo, (marido da grande Professora Juvinha Carvalho Azevedo) e também foram loteadas e doadas.

Na parte norte, pertenciam à Cia. Sertaneja, além da área mais ao sul, onde foi instalada a hidrelétrica, inaugurada em 1928, o matadouro-frigorífico e a parte, doada à Prefeitura na década de 197O, para a implantação do Parque de Exposições Agropecuárias, que recebeu o nome de Geraldo Rocha, abrangendo até a curva do rio Grande popularmente conhecida como Baía de Guanabara. Leia o artigo completo

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May 28 2008

Selo Comemorativo da Cidade de Barreiras

Selo comemorativo Barreiras

No dia 26 de maio de 2008, ao completar 117 anos de sua emancipação política, Barreiras registrou solenemente a criação de sua primeira participação em selo e carimbo postal.

Em cerimônia solene na Prefeitura Municipal, os representantes do Correio lançaram dois selos comemorativos do aniversário de Barreiras e também o carimbo postal que será usado aqui nos próximos 60 dias. Um dos selos tem, junto à bandeira brasileira, o mapa do Brasil preenchido com flores de ipê amarelo e o outro, uma foto da cachoeira do Redondo, situada em nosso município, no rio de Janeiro.
O carimbo postal apresenta o desenho da catedral de São João Batista e o patrocínio da Prefeitura Municipal de Barreiras.

Foi um marco importante para nossa cidade, que, teve, no mesmo dia, à noite, a reinauguração da parte interna do antigo mercado em frente ao cais, agora como “Mercado Cultural Caparrosa“.   O novo espaço cultural tem um palco, com iluminação, e estará aberto à cultura. Do ato inaugural fez parte a apresentação da dança folclórica do “Bumba meu Boi”, do grupo sediado no antigo casarão de Edgard Pitta, na rua Barão de Cotegipe. Em seguida houve a apresentação de vários cantores e músicos.

Quem mora em Barreiras e desejar ter esses selos e carimbo, envie uma carta pelos Correios, para si mesmo, a seu endereço.

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